quarta-feira, 19 de agosto de 2020
DIAGNÓSTICO – PRIMEIRO PASSO PARA A SOLUÇÃO DE UM PROBLEMA
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
O valor de dados e informações
O valor de dados e informações
Por Cristian Welsh Miguens, CMC – Sócio da IRON Consultoria - www.ironconsultoria.com.br
“Na medida em que co-evoluímos com a tecnologia
aprendemos que, embora não possamos domesticar o tempo, podemos aumentar
exponencialmente o que é possível de se fazer no tempo.
O recurso natural mais valioso do mundo é ...... Dados. O
valor dos dados aumenta exponencialmente quando se relacionam de forma
inteligente com a tecnologia.”
Dave
Copps – CEO / Worlds
Webinar “AI
- When is it Coming and What will it Mean” – 11/06/2020
https://www.youtube.com/watch?v=bBXEIR_oF1g
Desde jovem aprendi o valor dos dados e informações.
A primeira questão foi perceber a diferença entre dados e
informações. O dado em si não é tão relevante. Torna-se relevante apenas quando
diversos dados se inter-relacionam para produzir a informação. A informação
adquirida é a que é percebida pelo nosso cérebro e nos permite daí em diante
fazer análise, diagnóstico, tomar decisões e só então iniciar a ação.
Aprendi também que este processo é a base da lógica
analítica e que tentar encontrar atalhos neste processo é ineficiente e
ineficaz. Compreender o processo, entretanto, auxilia muito a melhorar a tomada
de decisão e a posterior ação.
Informação
é poder?
Descobri ao longo dos anos que a frase “informação é poder”
é apenas parcialmente verdadeira. Aqui devemos distinguir duas questões presentes
na questão:
a) deve-se “filtrar inicialmente o que é informação do que
sejam dados (lembrando que algumas informações obtidas a partir de um conjunto
de dados pode transformar-se em dados para o seu processamento e a obtenção de
novas informações), possuir boas ferramentas para o processamento dos dados
gerando informação útil para os nossos fins e possuir a capacidade intelectual
e técnica de compreender corretamente a informação disponível. A experiencia me
revelou que esta última condição é “difícil de se achar no mercado” (as
inúmeras causas deste fenômeno não serão discutidas neste artigo, mas,
certamente, passam pela deficiência nos sistemas de educação, desde a básica
até a profissional), e;
b) os fins para os quais é utilizada a informação produzida.
A informação produzida e utilizada dentro de padrões éticos e morais, fornece
um poder a quem a possui que podemos definir como sendo uma oportunidade de
obter “benefício pessoal” ao conferir a tal pessoa um diferencial competitivo.
Entretanto, este diferencial torna-se válido aos olhos da sociedade apenas na
medida em que acabe contribuindo para gerar valor para toda a sociedade. É a
natureza da lógica do “livre mercado” e da meritocracia. Já quando inexistem
limites impostos pela ética e a moralidade, a informação pode ser manipulada o
que geralmente acontece por sua vez quando se deseja manipular com ela pessoas
e grupos de pessoas. Deste fato decorre uma das possibilidades de adquirir
poder sobre as pessoas, um poder ilegítimo uma vez que se origina numa fraude,
a de manipular dados e informações com o fim de apresentar uma “realidade”
falsa. A melhor defesa para quem não quer ser enganado é compreender bem todo o
processo de geração da informação, com o objetivo de detectar em que parte dele
é que se encontra a fraude (geralmente se trata da omissão de determinados
dados e/ou informações adicionais).
Informação
e tecnologia
O conhecimento e valor agregado pelo conhecimento adicionado
e acumulado ao longo dos séculos é o que promoveu e promove o progresso e a
melhoria das condições de vida. O conhecimento e o conhecimento agregado só se produzem
na medida em que se tem acesso à informação, que se agrega à informação
acumulada, somada à capacidade intelectual e técnica desenvolvida pelos seres
humanos, gera inovação que, por sua vez, gera progresso.
O desenvolvimento de tecnologia é parte da evolução e do
progresso. Ela é gerada de tal forma que frequentemente confunde-se a relação
de causa e efeito ao longo do processo – inicialmente é efeito ou consequência
desse progresso para, então, tornar-se elemento chave para a geração de novos
desenvolvimentos.
O desenvolvimento tecnológico e o progresso são e se se
confundem frequentemente também com o que chamamos de mudança, ou seja, quando
o presente deixa de ser igual ao passado que esperávamos, com base na lógica ou
apenas na percepção intuitiva, e nos defrontamos então com um novo futuro para
o qual não temos certeza se estamos preparados a enfrentar pois, naturalmente,
por ser novo, nos faltam ainda dados e informações para interpreta-lo
adequadamente (as reações das pessoas provocadas por esta incerteza ou, se
preferirem, este sentimento, não serão discutidas neste artigo mas, pela
importância deste fenômeno no processo de gestão, acrescento que dá origem a um
processo e a uma metodologia que visa minimizar os efeitos destas reações adversas
diante da mudança chamado de “Gestão da Mudança”. Trataremos disto em momento
oportuno).
A nossa realidade indica que o processo de mudança continua
a acelerar-se. O vetor catalizador é geralmente identificado como sendo a
capacidade que adquirimos de capturar e armazenar dados assim como a velocidade
em que conseguimos processá-los, ou seja, o enorme volume de novas informações
a que temos acesso. Destas afirmações se derivam e contribuem a dar sentido às
duas frases citadas no início deste artigo.
Esclarecendo: precisamos aprender e compreender que hoje
temos condições – oportunidade – de fazer muito mais que no passado na mesma
quantidade de tempo pois não precisamos gastar tanto tempo em “ir atrás” de
dados novos nem de “processar esses dados” manualmente. A tecnologia atingiu
tal grau de desenvolvimento que isto é o que ela nos oferece de vantajoso. Também
precisamos aprender e compreender que esta tecnologia não trará benefícios por
si só, mas que precisamos “domestica-la” de forma inteligente (ação humana)
para que gere valor real à sociedade. A consequência lógica destas afirmações é
que precisamos desenvolver e adquirir novas competências específicas para lidar
com este fato e com a sua aceleração, potencializando os seus benefícios e nos
prevenindo dos seus perigos inerentes, como já mencionamos.
Impactos na gestão
Quem for capaz de adquirir estas competências e aproveitar
as oportunidades que a tecnologia já desenvolvida nos oferece será capaz de
adquirir uma vantagem competitiva relevante a baixíssimo custo. Isto é gestão.
Isto, adquirir tais competências e então tornar possível usufruir dos benefícios
que esta oportunidade nos apresenta, faz parte do processo de gestão do
negócio. Porque então os pequenos e médios negócios apresentam baixa penetração
na utilização de tecnologias da informação (TI) se elas podem trazer tantos
benefícios, como estamos afirmando?
O curso “Métodos de Análise e Solução de Problemas” da IRON
Consultoria, aborda e apresenta mecanismos
– técnicas e metodologias – que devem auxiliar o empresário e o executivo a
avaliar melhor este problema, um dos mais relevantes para a gestão de negócios
na atualidade, assim como outros tipos de problemas. No curso também
abordamos as técnicas e aplicativos de TI disponíveis, desmistificando alguns
conceitos que impedem que as empresas, não só as pequenas e médias mas também aquelas que tentam
aprimorar a digitalização dos seus processos, aprofundem o seu uso usufruindo
de todas as suas vantagens. Para mais informações e inscrição acesse https://www.ironconsultoria.com.br/produto/metodos-de-analise-e-solucao-de-problemas/
.
domingo, 26 de julho de 2020
Democracia, Racismo e Inovação
Democracia,
racismo e inovação
Por Cristian Welsh Miguens, CMC
Read the english version of this article in https://www.cmc-global.org/content/democracy-racism-and-innovation
Tempos estranhos que estamos vivendo hoje em dia!
Ter que lidar com uma pandemia e seus efeitos prejudiciais parece não ser
suficiente, agora temos que nos acostumar também à agitação social.
O fato de comícios recentes e manifestações públicas se transformarem
facilmente em uma turba não é o motivo que mais chamou a minha atenção pois
isto pode ser esperado quando houver um verdadeiro descontentamento
generalizado. Também não foram seus
supostos propósitos e ideais visto que a maioria de nós os apoiaria. O
problema são as suas propostas, porque não tratam do problema, simplesmente
apontam para alguém para ser culpado e depois punido e / ou exigem privilégios
para si mesmos, negando-os àqueles aos quais se opõem no momento.
Aqueles que afirmam defender a democracia e seus princípios
propõem medidas antidemocráticas, principalmente reduzindo as
liberdades. Aqueles que afirmam estar combatendo o racismo, a intolerância
e a discriminação, simplesmente propõem que os privilégios que caracterizam
tais situações mudem de mãos, sem entender que estão tornando-se tão racistas,
intolerantes e discriminatórios quanto aqueles aos quais se opõem, mas com
sinal oposto.
Poderíamos discutir as consequências de tal comportamento sob
um ponto de vista sociológico, psicológico ou ideológico. Este não é o
lugar para fazê-lo, embora considero que deveria haver mais conteúdo público
sendo produzido sobre esses assuntos. Minha proposta é analisar esse
fenômeno à luz da gestão de negócios e da promoção de melhores práticas em
gestão de negócios e nos ambientes de influência destes, melhorando a geração
de valor, a melhoria da produtividade, o desenvolvimento social e econômico, em
suma, promovendo o progresso.
Usando o livro de Andrés Oppenheimer “Innovate or
Die! : How to Reinvent Yourself and Thrive in the INNOVATION Age” (edição
em inglês) ou “Como se reinventar e prosperar na era da inovação” e sua
conclusão como referência, ele afirma que, embora a inovação seja uma
questão-chave para o desenvolvimento e aprimoramento social futuros, ela está
intimamente ligada e é produzida principalmente em ambientes que de alguma
forma apoiam e estimulam a diversidade.
Para começar, a criação de ambientes que estimulam a
diversidade é o oposto de promover uma mudança de privilégios de um lado para o
outro. Tem a ver com a eliminação de privilégios e com ações e controles
que previnam a reinstalação dos mesmos, não apenas através de regulamentos,
leis, projetos de lei ou qualquer outro instrumento, mas através de ações e
exemplos reais, especialmente daqueles “influenciadores” (em linguagem de
gerenciamento, líderes) que são valorizados, admirados e seguidos .
A segunda questão a ser levada em consideração é o que Moisés
Naím, autor e editor de artigos venezuelano, escreveu em seu livro “The End
of Power: From Boardrooms to Battlefields and Churches to States, Why Being In
Charge Isn't What It Used to Be” ou “ O
Fim do Poder: desde os Conselhos de Administração até o chão de fábrica e desde
as igrejas até os Estados, por que estar no comando não é o que costumava ser ”,
em 2013. O poder e a forma em que ele é usado são essenciais ao considerar o
processo de tomada de decisão que leva a uma ação proativa. O que Naím
tenta mostrar é que, embora pessoas e instituições poderosas, ou pelo menos
aquelas amplamente aceitas como tendo esse poder, continuem tendo muito poder,
a internet e as mídias sociais estão causando uma redistribuição de poder,
reduzindo lenta mas sistematicamente o poder real mantido nas mãos daqueles que
ainda percebemos como poderosos. Isso também é verdade dentro das
empresas.
A terceira e última questão que gostaria de considerar neste
artigo é o que é que empresários e consultores devem fazer para promover a
inovação e o progresso nas organizações. À luz do que escrevi acima,
deveria ser encontrar meios de criar ambientes nos quais a diversidade
desempenha um papel principal. Apoiar esses ambientes e seu
desenvolvimento é uma tarefa extremamente difícil.
Embora a digitalização, uma agenda presente nas organizações
há pelo menos cinco anos, já estivesse em andamento, descentralizando a tomada
de decisões, aproximando clientes, outras partes interessadas e organizações,
nenhuma das soluções propostas aborda especificamente a necessidade de criar um
ambiente de diversidade dentro delas.
Algumas pessoas podem dizer que é tarde demais, que criar
esses ambientes não apenas não é suficiente, mas que também aumentará a quantidade
de conflitos e a agitação social. Eles argumentarão apontando para o fato
de que é inútil que as pessoas se envolvam em discussões simplesmente porque as
pessoas não têm a mente o suficientemente aberta como para poder mudar de ideia. Eles
também apontam para o fato de que hoje em dia as pessoas se reúnem apenas com
pessoas que pensam igual a elas mesmas e que esse comportamento criou uma
polarização real na sociedade. Eu ainda acredito que esses fatos não são
definitivos.
Para criar ambientes que abracem a diversidade, onde a
discussão e os argumentos contrastantes seriam a regra, é necessária uma
mudança nas atitudes das pessoas. Não apenas o respeito à opinião um do
outro deve ser estimulado, ele também deve ser protegido; educar as
pessoas a entenderem que a opinião não é apenas o que cada um gosta, mas que deve
basear-se em conhecimento e pesquisa; discussões consomem tempo, então o
tempo gasto em discussões deve ser tolerado; um debate tem regras - as
pessoas devem ser educadas sobre essas regras, nunca permitindo que uma
discussão se desvie para ataques pessoais; surgirão divergências - os
líderes da organização devem estabelecer regras para lidar com tais
divergências; os líderes perderão poder - eles devem se perguntar se estão
prontos para ceder esse poder; por último mas não menos importante, chegar
a um consenso não é o objetivo -
fazer uma maioria dentro de certa quantidade de pessoas não significa que eles
estarão sempre certos, então, quais serão os instrumentos e regras a ser usados
para orientar as discussões e a tomada de decisão final?
Argumentar constantemente também não é o jeito certo para se
lidar com questões e tarefas específicas. Isso significa que, em algum
momento durante uma discussão, alguém poderá intervir e fazer com que a equipe
aceite uma decisão final e comece a trabalhar no problema. Essa cultura
não será alcançada imediatamente. É um processo de desenvolvimento e
construção de confiança dentro da equipe.
Outra questão a ser abordada é como a melhoria será
medida? Deve ser medido de alguma forma.
Em um mundo complexo, a inovação fará a diferença. A
inovação, para acontecer, precisa de ambientes que abracem a diversidade, com
regras para disciplinar as interações e o engajamento das pessoas. A hierarquia
e a autoridade como instrumento exclusivo de tomada de decisão não são mais
suficientemente eficazes por si só. Ainda não temos um acordo geral sobre
um novo modelo para substituí-lo, o que significa que será necessário criar
novos modelos. A mudança hoje em dia tornou-se uma necessidade.
Os consultores devem engajar-se nesse esforço. Os
consultores têm chances de experimentar novas soluções. Os consultores têm
oportunidades e habilidades específicas para fazer a diferença e transformar as
organizações para, depois, transformar a sociedade. Espero que possamos vivenciar
esse desafio.
quinta-feira, 4 de junho de 2020
4 de Junho - Dia Internacional do Consultor de Organização 2020
A Consultoria de Organização é uma profissão. Por não ser regulamentada – e defendo veementemente que continue assim – há dificuldade para o público geral entender esta atividade como uma profissão. Temos Consultores de Organização Administradores, Engenheiros, Médicos, Advogados, Contadores, Economistas, Psicólogos e uma incontável quantidade de outras categorias profissionais, e cada um deles na sua especialização, de alguma forma, contribuem, quando abraçam esta profissão, para melhorar a produtividade e as condições de trabalho dos seus clientes.
A Consultoria de Organização profissional tem padrões e standards específicos. O ICMCI / CMC Global em parceria com seus institutos nacionais membros, têm materializado estes padrões em um Corpo de Conhecimento da profissão (CBK), um Modelo de Competências e uma Norma ISO ( ISO/IEC 20700:2017). Em resumo, não basta ser um especialista e ter conhecimentos específicos da sua área de atuação. A interação com os clientes e as condições para atende-los profissionalmente requer que se desenvolvam competências específicas para o exercício desta profissão. Estes padrões sustentam a certificação internacional do ICMCI / CMC Global Certified Management Consultant, CMC, que identifica o Mais Alto Padrão de Consultoria Mundial.
Desde os anos 90, a Internet, o desenvolvimento das Telecomunicações, a crise de 2008, entre outras causas, e agora a pandemia do COVID-19, transformaram e transformam o atividade empresarial, com reflexos importantes tanto na forma como no conteúdo da prestação do serviços de Consultoria de Organização. A era digital impõe às empresas profundas mudanças, a que elas se resistem, incluindo as consultorias e os consultores. A noção clara, adquirida no decorrer destes últimos 20 anos de vivência no mundo dos negócios, que não somos mais autossuficientes será testada no período pós pandemia pois, tudo indica, as empresas e os países tendem a criar políticas isolacionistas. A revisão de propósitos, o compartilhamento de talentos, a sociedade em rede e a necessidade de inovar profundamente tanto a forma de fazer negócios, quanto a forma de gerir negócios e a forma de integrar pessoas serão desafios a serem enfrentados pelos gestores mas, fundamentalmente, desafiarão fortemente os Consultores de Organização, sem distinção de especialidade ou de tamanho. A “indústria” da Consultoria precisará de ambientes heterogêneos de discussão e análise de problemas críticos que as empresas enfrentarão se quiser entregar soluções criativas e inovadoras aos stakeholders, que são representados genericamente pela “sociedade”, para dar continuidade ao progresso a que nos acostumamos.
É nesta hora que qualquer Consultor de Organização deverá contar com uma rede internacional de relacionamentos de alto padrão profissional, com instrumentos específicos para promover a interação, que promova a troca de experiencias, a discussão sobre possíveis diagnósticos, o acesso a novas ferramentas e o raciocínio criativo. O ICMCI / CMC-Global e os institutos que o integram, demonstram-se especialmente aptos, pela sua cultura e pela sua competência, para conduzir esta tarefa, institucionalmente, integrando as mentes de grandes, médias e pequenas organizações de consultoria, assim como com consultores autônomos, os Provedores de Serviço de Consultoria de que tanto fala a norma ISO 20700: 2017.
Nossos clientes são a razão de ser do nosso trabalho como Consultores de Organização. São eles que geram valor e riqueza para a sociedade. Nós apenas auxiliamos no seu desenvolvimento e em catalisar os seus esforços para obter os seus resultados almejados. Se fizermos o nosso trabalho bem feito, seremos recompensados e enriqueceremos junto com eles. Se eles falharem, nós teremos falhado também.
Então, ao cumprimentar e congratular os meus colegas, que abraçam esta profissão da qual sempre me orgulhei em exercer, cumprimento de maneira especial também todos os nossos clientes, por terem a ousadia de nos permitirem entrar nas suas casas e nos dar espaço para lhes fornecer ajuda.
Cristian Welsh Miguens, CMC
Sócio Diretor da IRON Consultoria
Conselheiro do IBCO
Membro do QAC e do Finance Committee do ICMCI / CMC-Global




